Calígula Morreu. Eu Não


Musica


2021


Teatro Nacional D. Maria II - Lisboa

Centro Dramático Nacional - Madrid

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Uma necessidade de libertação.

Pode tratar-se o despotismo de várias formas. São também muitas as possibilidades de o erradicar. Mas, na verdade, o despotismo é um vírus que se espalha desenfreadamente e sobre o qual não se tem nenhum controlo. Funciona como um enorme incêndio que se propaga rapidamente e transforma tudo em cinza.

Em Calígula morreu. Eu não, por um lado, pensa-se na ação despótica como um impulso. Um impulso cíclico que responde a uma necessidade de libertação, de esvaziamento, de autossatisfação. Por outro lado, tenta-se agir no sentido de erradicar esse mesmo despotismo. A proposta é a de resolver uma situação ficcional, recorrendo a outra situação ficcional. Calígula não morreu! É preciso perceber porquê. É preciso revistar a história, voltar a contá-la, entender onde errámos e tentar que ele finalmente morra.

Para isso, Marco Paiva dirige um elenco que reúne intérpretes com e sem deficiência e surdos, num espetáculo composto por uma equipa mista, portuguesa e espanhola, que junta dois teatros nacionais da península, o D. Maria II e o Centro Dramático Nacional de Madrid.

Espetáculo interpretado em português, castelhano e Língua Gestual Portuguesa e Espanhola, com legendas em português.

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texto Clàudia Cedó

encenação Marco Paiva

com Ángela Ibáñez, André Ferreira, Fernando Lapeña, Jesús Vidal, Luís Garcia, Maite Brik, Paulo Azevedo, Rui Fonseca

cenografia José Luis Raymond

composição musical José Alberto Gomes

desenho de luz Nuno Samora

videoarte Cláudia Oliveira

assistência de direção Magda Labarda

intérprete de LGP Barbara Pollastri

produção Terra Amarela

coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Centro Dramático Nacional

apoios Embaixada de Espanha, AECID - Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento